Neuralgia facial e do trigêmeo:
ACONITUM NAPELLUS
Neuralgia facial esquerda produzida por exposição a vento frio e seco. Dores pulsáteis, com adormecimento e cócegas no local. Congestão cefálica. Agrava pelo ar frio e o movimento. Melhora depois de uma micção profusa. Ansiedade, inquietude e medo de morrer.
ARANEA DIADEMA
Neuralgia do trigêmeo, mias à esquerda, produzida por exposição ao vento frio e seco. Dores pulsáteis, com adormecimento e cócegas no local, violentas e intoleráveis. As dores vêm à mesma hora. Agrava com a umidade e o frio. Melhora ás vezes pro uma pressão forte.
ARSENICUM ALBUM
Neuralgia facial à esquerda, com dores ardentes, mais à noite. Agrava ao ar livre, frio, pela luz. Melhora pelo calor local. Inquietude, ansiedade e medo de morrer. Debilidade bem acentuada.
BELLADONA
Neuralgia facial direita que se estende até o ouvido. Vem e vai à noite. Agrava: pelo ar livre ou frio, pelas complicações frias, ao castigar, por expor-se ao ar frio, por uma corrente de ar, se o contradizem, por sacudidelas, pela luz, encostado, pelo movimento, melhora pela pressão forte, ao sentar se encostando, se o tocam por beber vinho. Dores são pungentes e se acompanha de face vermelha e quente, midríase, olho brilhantes e fortes batidas carotídeas.
COLOCYNTHIS
Neuralgias facial esquerda com dor nas regiões supra e infraorbitária. Dores ardentes, estirantes, desgarrantes, que se estendem até o ouvido, cabeça e pescoço do lado esquerdo. Lacrimejamento e visão turva do lado esquerdo. As dores começam ás 22 horas e não consegue ficar na cama, precisa levantar e caminhar de uma lado para o outro. Dores são produzidas pelo frio, vexação ou excitação. Agrava: mastigando, encostado, pelo movimento e pressão pelo tato. Melhora: caminhando ao ar livre e pelo calor local.
MAGNESIA PHOSPHORICA
Neuralgia facial direita, supra e infraorbitária, às 14 horas e à noite. Agrava: pelo frio, correntes de ar, pelo vento frio e seco, na cama, enquanto come, pela luz, pelo movimento da mandíbula, ao abrir a boca, pelo tato. Melhoram: pela pressão, pelo calor local e pelo movimento. São dores lancinantes, desgarrantes com espasmos ou contraturas dos músculos da face.
SPIGELIA
Neuralgia facial ou do trigêmeo direito e esquerdo. Dores ardentes, desgarrantes, mais durante o dia e às 2 da madrugada. Agravam ao ar livre, por mastigar, pela umidade, por tomar café e chá, comendo, por sacudidas, pela luz, encostando do lado dolorido, pelo movimento e o ruído, ao levantar da cama, quando move o ventre, ao agachar-se, falando, pelo tato e ao despertar com o sol. Melhora pelo calor encostado sobre a face pela pressão.
VERBASCUM
Neuralgia facial esquerda ou direita das 9 as 16 horas. Dores pressivas. Agrava na cama, mastigando ao ar frio, por correntes de ar encostado, pelo movimento da mandíbula, pela pressão, ao escarrar, ao falar, ao tocar, ao despertar. Estende ao osso malar com lágrimas.
CEDRON
Neuralgia facial ou do trigêmeo á direita. Aparece das 9 às 20 horas e reaparece exatamente à mesma hora em mulheres excitáveis e nervosas.
CHELIDONIUM
Neuralgia facial direita ou esquerda mais à noite, com dores desgarrantes em pessoas com tendência a afecções hepáticas. (VIJNOVISKY, 2005)
Osteomielite aguda (inflamação da medula dos ossos ou dos ossos):
ASA FOETIDA
Osteomielite com periostite e dores nos ossos, podendo fistular: pus muito fétido. Localiza-se mais nas extremidades, ossos dos pés e tíbia. Hipersensibilidade às dores, ás vezes desmaia. Piora à noite.
SILICEA
É o principal medicamento, especialmente quando fistulização e elimina sequestros e pus. Localiza-se na tíbia. Febre, dores ósseas, suores noturnos, intolerância e agravação pelo frio Aversão ao ar livre.
FLUORICUM ACIDUM
Osteomielite dos ossos longos. Melhora pelo frio local e inchação do osso. Fistulização e prurido no orifício com expulsão de sequestros e pus fétido, irritante. Febre, prostração e dores noturnas.
GUAIACUM
Osteomielite na tíbia com dor, edema e supuração. Agrava pelo contato, pelo movimento e pelo calor. Melhora pelo frio.
HEPAR SULPHUR
Osteomielite com supuração, dores ósseas tipo espinhos ou hastes com enorme sensibilidade à dor e ao mais leve contato e ao frio. Extremamente irritável e violento. Melhora com o calor. Suor dia e noite, mas não alivia. O pus tem cheiro de queijo rançado.
MERCURIUS SOLUBILIS
Osteomielite na tíbia com edema, dores noturnas, febre, suores noturnos que não trazem alívio e tremores nas extremidades. Hálito fétido com sialorreia. Sede intensa, língua flácida, denteada. Agrava pelo calor da cama.
MEZEREUM
Osteomielite na tíbia esquerda com periostite, dores noturnas ardentes. Agrava pelo calor da cama e pelo contato. Crostas esbranquiçada com pus amarelo debaixo e intenso prurido.
NITRIC ACIDUM
Osteomielite com dores ósseas noturnas como hastes cravadas. Piora ao tocar, roçar pressionar ou movimentar o local afetado. Aparece desaparece de repente. Grande ansiedade por sua saúde, medo de morrer e grande irritabilidade. Febre. Urina com cheiro de urina de cavalo.
PHOSPHORUS
Osteomielite na tíbia e tarso, com edema, febre e dores. Piora à noite. Sede intensa e insaciável de bebidas frias que logo que esquenta no estômago vomita. Debilidade, temor de morrer, do escuro, tormentas, de ter algo grave, etc. Grande desejo de companhia. Apatia e indiferença por tudo e por todos.
STAPHISAGRIA
Osteomielite com dor, edema e febre. Localiza-se nas falanges das mãos, ossos do metatarsos e pé e na tíbia. Ausência de suores. Grande susceptibilidade, fica ofendido e indignado muito facilmente. (VIJNOVISKY, 2005)
Reumatismos agudos, crises agudas do reumatismo crônico, reumatismo poli-articular agudo e artrite aguda:
ACONITUM NAPELLUS
Reumatismo articular com inchação vermelho brilhante, dor, febre, ansiedade, inquietude e medo de morrer. Aparece bruscamente por expor-se ao ar frio e seco normalmente estando suado. Piora á noite (meia-noite).
APIS MELLIFICA
Reumatismo articular agudo com inchaço, dores pontiagudas, ardentes e queimantes, como agulhadas ou picadas de abelhas, que trocam de lugar, sensíveis ao menor contato e pioram pelo calor e o repouso. Melhora pelo frio local, caminhando ou trocando de posição. Gebre, ausência de sede, oligúria, edemas de aspecto rosado e semitransparente garganta vermelha.
BRYONIA
Artrite com dor, vermelhidão e inchação. Dores reumáticas agudas que se agravam pelo mínimo movimento ou sacudidela (tosse, espirrar, correr, caminhar). Tem aversão ao movimento. Melhora em repouso, encostado sobre o lado dolorido ou pela pressão. As dores em pontas predominam do lado direito Febre, sede extrema de grandes quantidades de cada vez e a grandes intervalos.
COLCHICUM
Reumatismo agudo, errático, ora do lado direto ora esquerdo. Dores dilacerantes, pelo calor e pontiagudas com o frio. Agrava pelo movimento, frio, úmido, por dores fortes, sobretudo alimentos que se cozinham (caldos, ovos, peixes, frituras, etc.), ou por pensar, ver ou falar em comida. Calafrios constantes com ondas de calor seco, palpitações, sede ou ausência de sede, suores ácidos, copiosos e sem alívio. Os ataques reumáticos começam e terminam de repente. Aparecem no outono, primavera e em tempo quente ou ainda nos dias quentes e noites frias. Melhora pelo calor local. Prostração, esgotamento físico e mental. Após crise reumática sobrevém uma cardiopatia. Pericardite reumática compressão, dor e dispneia.
FERRUM PHOSPHORICUM
Reumatismo articular agudo, em sua primeira etapa, iniciando o processo e mudando de uma articulação para outra com edema. Piora pelo mais leve movimento. Febre alta, pulso cheio, mole e rápido. Pode haver endocardite e pericardite com dor pre-cordial que se estende para o lado esquerdo das costas. Garganta inflamada, seca e muito dolorida. Piora ao tragar. Grande sede de muita água de cada vez. Se toma este remédio desde o começo é o único que necessita na febre reumática.
KALI MURIATICUM
Está indicado na segunda etapa da febre reumática quando aparece a exsudação periarticular. Articulações inchadas com dores que agravam a noite, pelo calor da cama e de amanhã ao levantar-se. Piora pelo movimento. Febre moderada com calafrios. Língua branco-grisácea e adenopatias. Pericardite.
RHUS TOXICODENDRON
Reumatismo agudo com dores que se agravam ao começar o movimento, mas melhoram à medida que continuam. Tem necessidade de mudar constantemente de posição parra acalmar suas dores, que melhoram com o calor local. Agrava em repouso, encostado, ao começar a caminhar ou levantar-se quando está sentado, pelo frio, por expor-se ao frio e frio úmido ou por banhos frios e por molhar-se estando suado. As vezes tem febre com sensação de salpicar água quente, precedida de calafrios com sensação de salpicar água fria. Língua pode apresentar um triangulo vermelho na ponta e as bordas dentadas. Grande inquietude interna e externa que o fax dar voltas na cama ou sair dela. Delírio suave, murmurante na febre. Pode haver cardiopatias com sopros, hipertrofias cardíacas, favorecida por superesforços.
SALYCILIC ACIDUM
Reumatismo articular agudo atacando uma ou mais articulações, mais do lado esquerdo. Grande inchação, calor e vermelhidão das articulações, com febre alta, suares excessivos de odor ácido seguidos de uma erupção miliar. Pulso taquicardíaco, cheio, mole, caudado por um esfriamento. As vezes calor seco no local alivia s dores. Amígdalas vermelhas, inchadas, com pontos brancos. Dores internas que pioram pelo menor movimento ou ao tocar a articulação, por qualquer sacudida, à noite ao levantar-se, depois de dormir uma hora.
STELLARIA MEDIA
Reumatismo agudo com articulações muito doloridas e rígidas como se tivesse feito esforços excessivos. As dores são erráticas, de uma articulação para outra. Piora ao tocar e pelo calor. Melhora pelo movimento com pulso algo acelerado. Fígado hipertrofiado com dores ardentes, duro que piora ao apalpá-lo.
KALMIA
Reumatismo agudo com dores lancinantes, erráticas trocando de uma articulação para outra, de cima para baixo do corpo. As articulações estão quentes vermelhas e inchadas. Dor e adormecimento nas partes afetadas. Transtornos cardíacos em seguida a um reumatismo agudo: hipertrofia cardíaca, lesões valvulares, dores pré-cordiais agudas, palpitações (pira encostado do lado esquerdo), pulso débil, irregular, muito lento, quase imperceptível, face pálida e extremidades frias. Agrava pelo menor movimento. (VIJNOVISKY, 2005)
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Como funciona - A homeopatia foi criada pelo médico alemão formado em medicina convencional, Samuel Hahnemann, com o objetivo de reestabelecer a saúde física, emocional e mental, de forma individual, sem a necessidade de utilizar medicamentos químicos que possam provocar efeitos colaterais, pois tem como princípio fundamental que a saúde depende do equilíbrio da energia vital, e sua desarmonia pode levar ao adoecimento. Assim, a homeopatia parte do princípio que “semelhante cura semelhante”, de forma que são usadas pequenas quantidades de substâncias de origem animal, vegetal ou mineral, que são capazes de provocar os mesmos sintomas de determinada doença, estimulando as defesas naturais, a auto cura e restaura o equilíbrio do corpo.
Além disso, as substâncias utilizadas na homeopatia são ultra diluídas e dinamizadas ou agitadas, pois tem como princípio a “lei dos infinitesimais”, em que quanto mais diluída a substância mais potente é o seu efeito. A Organização Mundial da Saúde libera a utilização da homeopatia para quase todas as doenças, mas desaprova seu uso para doenças graves, como diarreia infantil, malária, tuberculose, câncer e Aids, por exemplo, devendo-se nestes casos utilizar preferencialmente o tratamento clínico indicado pelo médico.
Como é a consulta com o homeopata: A consulta com um homeopata é como à de um médico convencional, pois é feita uma avaliação dos sintomas, histórico familiar, assim como exames que ajudem a identificar um diagnóstico. Mas, na homeopata, o médico vai avaliar de que forma os sintomas estão afetando o dia-a-dia, quais as queixas, sensações e reações emocionais, fatos marcantes da vida e como afetaram a pessoa. A consulta é mais demorada, cerca de 30 minutos, já que pode fazer vários tipos de questões para saber mais sobre a vida pessoal de cada um. Após esta avaliação, e após chegar num diagnóstico, indicar qual deve ser o remédio homeopático a utilizar de forma individualizada, assim como a força da sua diluição, criando um plano terapêutico com doses, horários e duração do tratamento.
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